Emocionante! Uma bela viagem. Isto foi o que senti ao ver o espetáculo “Aqueles Dois” da Cia Luna Lunera.
Não vou falar tecnicamente, pois não me sinto habilitado ainda para isto, mas do ponto de vista de plateia, de público, pude acompanhar o ritmo do espetáculo, a forma como foi conduzido, como levava a audiência com ele (espetáculo). O público pulsa junto. Vai no ritmo que ele determina: da euforia ao recolhimento. Sente os dramas e as alegrias dos personagens, que não têm donos. São habilmente interpretados pelos quatro atores em cena, em uma sincronia perfeita.
O público os segue até sair na rua, até entrar no taxi (quem assistiu sabe do que estou falando). E fica pensando. Não há bandeiras. Ninguém é a favor ou contra, apenas se conta uma história.
Saí do teatro lembrando do Cazuza, é claro que se lembra do Cazuza no espetáculo, mas me lembrei de algo que não é citado no texto. Li certa vez que Cazuza mencionou que ao ouvir Renato Russo teria dito algo como: “Este cara está escrevendo melhor do eu. Senti uma puta inveja, mas daquelas que te dão vontade de trabalhar mais e melhor”. Não são estas as palavras, mas é a ideia. Também senti esta inveja e a necessidade de trabalhar mais.