FAC - A Secult tira o bode da sala

A Secult tirou o bode da sala.

Diz-se que um sábio estava sossegado com seus afazeres, quando foi interrompido por um morador de sua aldeia. O morador, pedindo o auxílio do líder, debulhou todo o seu mar de lágrimas, contando todos os problemas que tinha com a esposa, reclamona e gastadeira, com o filho que não estudava e a filha namoradeira.
O sábio ouviu tudo e no final disse para que ele fosse ao curral dos bodes e pegasse o principal deles e levasse para sua casa. Deveria pendê-lo na sala de estar por uma semana.
O homem não gostou nada da decisão do sábio, mas suas decisões não deviam ser discutidas e sim, cumpridas.
Fez o ordenado e, já ao chegar em casa, não teve boa recepção da esposa. Todos já sabem de antemão o desconforto com o conhecido mau cheiro dos bodes.
Passou-se uma semana infernal na casa, na qual as brigas se intensificaram, com acusações de parte a parte para decidir quem tinha mais culpa em todos os problemas.
Ao final da semana o morador voltou ao sábio, levando o bode.
O sábio lhe perguntou como tinha sido a semana e ele relatou todos os dramas e as amplificações dos problemas.
O sábio ouviu tudo e disse para que ele levasse o bode de volta ao curral e voltasse para casa. Depois de mais uma semana, deveria voltar para contar as novidades ao sábio.
Assim o fez e já voltou alegre e cantando, relatando ao sábio que tudo havia melhorado. A esposa estava mais atenciosa, o filho estudioso e a filha só namorava nos finais de semana, prestando mais assistência à família. 
Depois de muitos agradecimentos, foi embora feliz.
O sábio ensinou esta técnica a muitos políticos que até hoje costumam apresentar para a população um problema muito grave, trazendo depois uma opção mais leve, como uma solução pensada para resolver o problema. A população fica feliz com a solução encontrada e segue feliz por não ter que enfrentar o problema maior.
Este caso dos 30% do FAC parece este caso do bode.
Agora todo mundo vai ficar feliz por receber 70%, quando, se esta situação fosse apresentada inicialmente, todos os Artistas discutiriam e recusariam a possibilidade do recebimento parcelado.
Os 30% representaram o bode.
Este comunicado também desmascara a história da não prestação de contas. Está claro que os 30% serão pagos após a aprovação das prestação de contas final. O que é ainda pior: os 30% só serão pagos nesta situação.
Um último detalhe: quais foram os Artistas que discutiram isto com a Secult? Foi em reunião secreta?

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Alteração nos Prêmios Dulcina de Moraes e Cássia Eller


Será publicada retificação dos Editais “Prêmio Dulcina de Moraes” – Montagem de Espetáculos e “Prêmio Cássia Eller” – Gravação de CD sobre os percentuais de pagamento e suas etapas.

Em discussão com Conselheiros de Cultura do DF, e a partir do debate com artistas da cidade, a Secretaria de Cultura, por meio da Subsecretaria de Fomento, entendeu que a alteração dos editais é apropriada para a boa execução dos projetos.

Optou-se, então, pelo seguinte desenho:

Pagamento adiantado de 70% (setenta por cento) do total do projeto e 30% (trinta por cento) pago após a aprovação da prestação de contas final.

Dessa forma, cria-se um mecanismo para minimizar as inadimplências quanto às prestações de conta e, ainda, aceleramos a análise por parte da SeCult, CCDF e CAFAC.

Também informamos que, mesmo na proposta inicial, não se aplica o recolhimento de IPRF para pessoas físicas já que o repasse é por apoio financeiro.

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