Ministério da Igualdade Racial corre risco de ser extinto



Bem que o Lula avisou, em discurso recente: “Eu estou vendo um zumzumzum na imprensa que tem gente que vai pedir para a presidenta Dilma reduzir ministério. Olha, deixa eu lhe falar: fique esperto! Ninguém vai querer acabar com o Ministério da Fazenda. Ninguém vai querer acabar com o Ministério da Defesa, sabe. Eles vão tentar é mexer na Secretaria da Igualdade Racial, eles vão tentar é mexer na Secretaria dos Direitos Humanos”.
Dito e Feito. O Eduardo "Calabar" Campos, disse isso em entrevista na TV Cultura, no programa Roda Viva (*).

Sabe qual é a diferença entre a Secretaria de Igualdade Racial (SEPPIR) ser Ministério ou não? Se for um órgão do segundo ou terceiro escalão, vai ficar produzindo estudos, teses e blá-blá-blá sociológico que não leva a lugar nenhum, como ocorria no governo FHC (os próprios tucanos chamavam esse tipo de política de "masturbação sociológica").

Se for Ministério, como fez Lula e Dilma manteve, as coisas andam e saem do papel. As políticas de cotas para mais negros pobres também terem acesso às universidades andou. Comunidades quilombolas tiveram seus direitos reconhecidos. A desigualdade e o preconceito que se arrastou por 500 anos de geração para geração é combatido na prática. O Brasil fica mais igual e mais justo.

Ter um ministério é a garantia de ter a atenção direta da Presidência da República, sem aquela história de estudos e teses ficarem circulando durante anos de um gabinete para outro sem ter ninguém para tomar uma atitude de verdade.

Para Eduardo "Calabar" Campos, que nasceu em berço de ouro de uma oligarquia politica, com o bumbum rosadinho, com "zóio" azul e, por nunca ter sentido na própria pele a discriminação racial, é um alienado ao achar que Ministério da Igualdade Racial é supérfluo e pode acabar, imitando o tal "choque de gestão" demotucano.

O Calabar, além de traíra, ainda é retrocesso. É nisso que dá ele trocar Lula e Dilma por Bornhausen, Itaú, Veja, Globo.

(*) No programa Roda Viva, da TV Cultura, o Calabar afirmou que reduziria à metade o atual número de ministérios. Perguntado quais seriam, tentou disfarçar. Disse que ainda não sabia, porque o programa de governo ainda está sendo finalizado. Opa? Como assim? Não sabe quais, mas já falou que vai reduzir à metade?

Um jornalista pediu uma pista. Perguntou entre risos sobre a permanência da Secretaria de Direitos Humanos. O Calabar abriu um sorriso e disse: "têm ministérios que historicamente são consolidados, que não estão funcionando, imagine os que foram criados, que não têm estrutura, não têm orçamento, é só a grife de que tem um ministério”.

E se você não sabe, é bom saber. As chamadas “grifes” de ministério, nas palavras do Calabar, são as "grifes" da igualdade racial, das mulheres, do desenvolvimento social e combate à fome, do desenvolvimento agrário e das políticas voltadas aos micro e pequenos empresários, entre outros. (Com informações do MudaMais)

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