Darwin, Capitalismo e Religião


Interessante observarmos que a maioria dos religiosos são favoráveis ao capitalismo e contrários ao que colocam como seu oposto: o "comunismo". Adoram falar contra a comunização do Brasil, que, na versão deles, está sendo levada a cabo pelo governo federal do PT.

Esqueçamos a tolice que representa esta afirmação de PT comunista, só propagada por quem não sabe o que é comunismo e nem conhece o PT, mesmo que este esteja a doze anos no poder federal. E não conhecem o PT somente porque seu preconceito não deixa que façam uma análise do que representa este partido, com seus erros e contradições, pois todos os temos.

O capitalismo é um contra senso para religiosos simplesmente porque ele é uma afirmação de Darwin e, consequentemente, uma negação do "criacionismo".

Tudo o quê o capitalismo prega é a sobrevivência do mais forte. Nada é mais Darwin do quê isto. O mais apto é que dá bem, enquanto os mais fraco tende a perecer.

O criacionismo prega o contrário: Deus criou todos os homens iguais e assim quer que eles vivam.

Mas o quê mais vemos são religiosos que lutam bravamente pelo seu direito de ter mais e só há um jeito de qualquer um ter mais em um mundo com recursos limitados como o nosso: tirando de outros. É a pregação da desigualdade. Farinha pouca, meu pirão primeiro, nada menos que isto.

E acredito que Darwin descreve melhor o desenvolvimento de todos os seres sobre a terra, incluindo aí os humanos, evidentemente. Mas acredito também que como seres pensantes, somos capazes de ir além disto e construir um mundo baseado na solidariedade.

Acho que, a partir da tomada de consciência pelo homem (ser) da sua condição, nada mais natural e "humano" que ele decida que o desenvolvimento deva ser da humanidade e não do indivíduo.

E a contradição é que, tomando consciência de sua condição de humano darwinisticamente desenvolvido, porém capaz de tomar suas próprias decisões, ele se aproxime daquilo que prega a religião, mesmo que não concorde com muitos de seus preceitos e mesmo suas crenças originárias.

Este seria o homem social, que não aceita que o desenvolvimento de sua espécie possa ser feito sobre os cadáveres de qualquer outro ser humano e, num grau de desenvolvimento maior, sobre a destruição das outas espécies residentes sobre a terra.

A bronca dos religiosos contra o "comunismo" é que este pregava o abandono da religião, pois esta representa uma anestesia para o povo, buscando pregar não o seu desenvolvimento como povo, mas as benesses de se manter pobre, pois somente a estes é reservado o "reino dos céus". 

Mas, contraditoriamente, defendem um sistema político em que ficar rico é o quê todos devem buscar e, para isto, as palavras do seu livro sagrado somente lhes servem quando afirmam suas convicções, mas quando defende a igualdade entre os homens (seres), é totalmente ignorada.

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