"Mais Médicos" reduz em 70% encaminhamentos para hospitais em São Paulo

Com Mais Médicos, encaminhamentos para hospitais em São Paulo reduzem 70%

Rede Brasil Atual

Estado ganhou 2.187 profissionais que atendem a 7,5 milhões de pessoas. Segundo ministro da Saúde, prioridade agora será melhorar a infraestrutura e aumentar vagas nos cursos de medicina

por Sarah Fernandes, da RBA publicado 16/06/2014 14:28, última modificação 16/06/2014 14:55

DANILO RAMOS/RBA

No município paulista de Embu das Artes, médica cubana atende a paciente cadeirante em casa

São Paulo – Com o programa Mais Médicos, o estado de São Paulo registrou uma redução de 70% nos encaminhamentos para hospitais entre janeiro do ano passado e janeiro deste ano, em decorrência do melhor atendimento na atenção primária que, segundo especialistas, tem o potencial de tratar pelo menos 80% das doenças. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, que participou hoje (16) de um seminário sobre o tema em Santos, (SP), afirmou que a prioridade será melhorar a infraestrutura dos equipamentos de saúde e aumentar o número de vagas dos cursos de medicina no país.
O estado de São Paulo recebeu 2.187 médicos da atenção básica em 345 municípios pelo programa federal Mais Médicos, que garantem atendimento para 7,5 milhões de paulistas, segundo o Ministério da Saúde. O total de agendamentos de consultas aumentou 5,7%. O número de atendimentos em saúde mental teve crescimento de 15,1% e de pacientes com diabetes de 12,9%.

No Brasil, o número geral de consultas na atenção básica cresceu 35% entre janeiro de 2013 e janeiro de 2014. O destaque do Ministério da Saúde foi para os atendimentos de pacientes com diabetes, que aumentaram 45%. Além disso, as consultas aos pacientes com hipertensão arterial tiveram crescimento de 5% no mesmo período e o número de pré-natais realizados aumentou em 11%. Os encaminhamentos para hospitais diminuíram 20% em todo o país.

“Nós consideramos consolidada a fase de trazer novos médicos. Agora, estamos investindo para melhorar o atendimento à população. Estamos trabalhando em dois outros eixos do Mais Médicos: melhorar a infraestrutura, ou seja, transformar os antigos postinhos em unidades básicas de muita qualidade e, ao mesmo tempo, investir na ampliação do número de vagas em medicina, tanto na ampliação nas faculdades já existentes quanto na possibilidade de abrir novos cursos”, disse o ministro, durante o evento.

Segundo Chioro, o Ministério da Saúde negocia com o Ministério da Educação (MEC) a possibilidade de abrir novos cursos de medicina em Cubatão e no Guarujá (ambos em SP). Na última quarta-feira (11), o MEC autorizou a abertura de dois cursos de medicina em instituições privadas, totalizando 120 vagas. Serão 60 na Faculdade Ubaense Ozanam Coelho, em Minas Gerais, e 60 nas Faculdades Integradas de Patos, na Paraíba.

Em maio deste ano, foi autorizada a abertura de oito novos cursos de medicina em universidades federais de cidades do interior do país, em um total de 420 vagas. Em janeiro, o Ministério da Educação tinha autorizado a abertura de 1.340 vagas anuais em cursos de medicina e, em dezembro de 2013, o órgão autorizou a abertura de 560 vagas para cursos de medicina de universidades federais.

A meta prevista do Mais Médicos é abrir 11.447 vagas em instituições públicas e privadas até 2017. “Nós precisamos trazer médico emergencialmente, mas precisamos pensar também a médio e a longo prazo num equilíbrio entre o número de médicos existentes e aqueles necessários para atender nossa população”, comentou o ministro.

Atualmente, os 9.501 médicos que integram o programa estão distribuídos em 3.101 cidades e 32 distritos indígenas. Com esse total, o programa atinge a quase 33 milhões de brasileiros e contempla mais de 70% da demanda por médicos apontada pelos municípios. Mais de 14 mil profissionais atuam em cerca de 4 mil cidades, superando a meta prevista pelo Ministério da Saúde. A maioria (75%) dos médicos está em regiões de grande vulnerabilidade social, como o semiárido nordestino, periferia de grandes centros, municípios com IDHM baixo ou muito baixo e regiões com população quilombola, entre outros critérios de vulnerabilidade.

Com informações do Ministério da Saúde e da Agência Brasil

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