O "Pulinho" salvador e o time sem Neymar

Foto da Reuters
O Brasil continua firme e forte (não muito) rumo às próximas etapas da Copa do Mundo. Colônia rebelde, não respeitou o desejo de Portugal, que ordenou a todas as suas ex-colônias que abandonassem o torneio. Dilma disse não e bateu o pé. 

A Holanda esteve a ponto de aderir ao movimento de seus colegas de Euro, mas, nos últimos minutos, foi salva pelo chute certeiro de Sneijder e pelo pulinho matreiro de Robben. Nem Ochoa, com sua camisa 13, que ele usa por ordem de Dilma, pode salvar o time do México das mexidas estranhas de seu técnico e do olho ruim do árbitro.

Segue a festa e, pelo menos, a Costa Rica honrou a raça americana e ganhou um jogo que poderia estar perdido depois da expulsão de seu jogador.

A pergunta que muitos tem feito de como jogaria o Brasil sem Neymar foi respondida no sábado. Depois de duas faltas para "quebrar", feitas pelo Chile, ficamos com o jovem jogador em campo se arrastando e sem conseguir repetir suas grandes jogadas que salvou o Brasil em outras partidas. Falta alguém no meio de campo para "dialogar" com Neymar.

O Oscar foi o jogador que mais desarmou, ou tomou a bola dos adversários, mas não tem funcionado na criação e, para esta função de desarme, já temos dois encarregados que são Luiz Gustavo e Paulinho/Fernandinho. Precisamos de um meio de campo criativo, mas olhando para as escolhas de "Felipão", não conseguimos quem cumpra esta função.

Estão de fora Kaká, Robinho e Ronaldinho Gaúcho, jogadores que conseguem falar a mesma "língua" de Neymar e poderiam ajudar a aliviar a carga do menino.

Quando olhamos os grandes jogadores de outras seleções, vemos o mesmo Robben, que é grande jogador, apesar dos "pulinhos", com colegas como Sneijder e Van Persie para ajudá-lo em campo; vemos Messi com Aguero e Di Maria, alem de outros, na Argentina; vemos Müller com Özil, Schweinsteiger, Lahm, Klose, Podolski, e o jovem e talentosíssimo Mario Götze (vão dizer que esqueci de alguns).

O problema de Neymar é o mesmo que relatei sobre Cristiano Ronaldo, apesar de achar que o brasileiro ainda está melhor acompanhado.


Apesar disto, quando me dizem que o time do Brasil é fraco e não ganha a copa, porque teria que enfrentar Alemanha, Argentina, França ou Holanda, respondo que cada jogo é um jogo. As equipes de futebol reagem de acordo com os adversários e o importante é que, psicologicamente, eles estejam sendo preparados para não temer ninguém, inclusive a forte Colômbia, que não pode ser menosprezada de forma alguma. É uma equipe que pode fazer história para o seu país e já está fazendo.


Além do mais, não há garantia nesta copa para ninguém, haja vista as surpresas que já tivemos. Temos que esperar o fim de cada jogo e as camisas não estão sendo assim tão importantes.

Obs.: nos jogos de ontem (29/06) a copa chegou à mesma quantidade de gols de toda a copa passada.


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