Países da Copa: Costa do Marfim


A Costa do Marfim (em francês: Côte d'Ivoire), oficialmente République de Côte d'Ivoire, é um país africano, limitado a norte pelo Mali e pelo Burkina Faso, a leste pelo Gana, a sul pelo Oceano Atlântico e a oeste pela Libéria e pela Guiné. Sua capital é Yamoussoukro, mas a maior cidade é Abidjan.5
Em Portugal, denomina-se ebúrneo, marfinês, costa-marfinês ou ainda costa-marfinense a quem é natural da Costa do Marfim.

O governo marfinês solicitou à comunidade internacional em outubro de 1985 que o país seja designado apenas pelo nome francês Côte d'Ivoire e vários países e organizações internacionais acataram. 6 No entanto, em português o país é comumente designado pelo seu nome traduzido Costa do Marfim, o mesmo ocorrendo em outras línguas, como Ivory Coastem inglês e Elfenbeinküste em alemão.
Deusa Attie-Costa do Marfim
Esporte

O Futebol é o esporte mais praticado do país, a seleção marfinense de futebol se classificou para as copas do mundo de 2006 e 2010,7 mas não conseguiu classificação para as oitavas de final, porém, venceu a Copa das Nações Africanas de 1992 e a seleção conta com as estrelas Didier Drogba, Salomon Kalou, Kolo Touré e Yaya Touré(melhor jogador africano de 2013) que brilham nos principais clubes da Europa. A seleção também classificou-se para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil. O Rugby tem também papel de destaque na história esportiva da Costa do Marfim é um esporte bem disputado e foi introduzido no país pela colonização francesa, outros esportes ainda incluem o Basquetebol e Atletismo.

Máscara kru, um dos principais elementos
da cultura da 
Costa do Marfim

A Cultura da Costa do Marfim é muito rica. Mais de sessenta grupos étnicos são frequentemente citados, embora este número possa ser reduzido para sete núcleos, com base nas características históricas e culturais comuns. Estes podem ser reduzidos a quatro grandes regiões culturais, diferenciadas em termos de ambiente, atividade econômica, linguagem, e características culturais:

Atlântico Oriental (Akan),
Atlântico Ocidental (principalmente kru),

Na metade sul do país, Atlântico Leste e culturas do Atlântico Oeste, separadas pelo rio Bandama, cada um perfaz quase um terço da população. Aproximadamente um terço da população vive no norte do país, incluindo povos Voltaic no nordeste e Mandé no noroeste.


Culinária


O que você diria se soubesse que a principal comida da Costa do Marfim tem formato de bola? É isso mesmo, bola de mandioca. E depois da derrota para o Brasil na Copa (o post é de 2010), a bola deles vai ficar só na cozinha mesmo. A culinária da África Ocidental, onde está a Costa do Marfim, está baseada em mandioca, milho, especiarias e muito pimentão. São vários os pratos tradicionais dessa região. Um deles é o “maffè”, um preparado de carne picada com verdura e molho de amendoim. Os marfinenses usam muito a manteiga de karité, para fritar e temperar. Um dos pratos preparados assim é o “yassa”, um manjar à base de frango com molho de cebola, limão e pimentões e que vem acompanhado de arroz fervido. Tem também o “boarake”, uma espécie de pitéu preparado com peixe, folha de mandioca e óleo de palma (dendê). Um prato muito popular é “akieté”, um tipo de cuscuz de grãos pequenos e que se assemelha a um mingau de mandioca ralada. As carnes preferidas são as de frango e peixe . Normalmente, são servidos com cebolas e tomates. 
O prato nacional é o “fufu”, feito com banana, mandioca, inhame triturados para fazer uma massa pegajosa e em forma de bola, que é servida com tempero de carne (geralmente frango) e molho de vegetais, que eles chamam de kedjenou. Esse molho é preparado com amendoim, berinjela, quiabo e tomates. Abaixo, as receitas dos dois pratos. Tente fazer em casa!

Fufu: mandioca cozida e bananas
(forma 3 bolas)Ingredientes:
- 1½ xícara de mandioca
- 1½ xícara de inhame
- 5 bananas 

Modo de preparo:
Descasque a mandioca e banana e corte-ás longitudinalmente. Em seguida, corte a mandioca e a banana em pedaços e coloque em uma panela grande. Cubra com água. Deixe ferver e depois cozinhar em fogo baixo por 20 minutos. Depois disso, com uma colher de pau, misture e amasse bem. Se preferir, use um espremedor de batatas para amassar. Adicione um pouco de água para que a misture não grude. Continue misturando por mais 15 minutos, até obter uma massa uniforme. Forme três bolas e reserve.

Kedjenou: carne temperada e molho de vegetais
(porção para 8 fufus)
Ingredientes:- 2 peitos de frango cortados em pedaços 
- 3 cebolas grandes picadas 
- 6 tomates, descascados e picados 
- 1 pedaço de raiz de gengibre, descascado 
- 1 dente de alho amassado 
- 1 folha de louro 
- Sal a gosto 
- Pimenta vermelha a gosto 

Modo de preparo:
Coloque o frango, cebola, tomate, gengibre, alho e louro em uma panela. Tempere com o sal e a pimenta. Cubra com uma tampa que não deixe escapar vapor (melhor usar uma panela de ferro, mas você pode fazer isso numa panela de pressão). Cozinhe em fogo alto. Quando os ingredientes misturados começarem a ferver, reduza o fogo para médio ou baixo. Retire a panela do fogo, mas não destampe. Agite a panela para misturar mais os alimentos e fazer com que eles cozinhe uniformemente. Repita este procedimento a cada 5 minutos por 35 a 40 minutos. Coloque o conteúdo da caçarola num prato quente e sirva despejando sobre as bola de fufu. Sequiser, acompanhe também com arroz.

DICA DE HARMONIZAÇÃO


Pelo frango com pimenta, os tomates, o louro e o gengibre (difícil de combinar além de chradonnay e espumante brut) eu acompanharia esse prato com um shiraz (pelos aromas e sabores de especiarias) de terra quente. Nesse caso, Brasil ou Austrália seriam as regiões mais indicadas. Como indiquei recentemente um shiraz australiano e o jogo de hoje é Brasil x Costa do Marfim, vamos então combinar a comida deles com o nosso vinho. Um dos melhores shiraz brasileiros é feito no Vale do São Francisco, em Casa Nova (Bahia). É oMiolo Terranova Shiraz, um vinho que já conquistou 12 medalhas ( ouro, prata e bronze) em vários concursos nacionais e internacionais. Jovem e frutado, esse vinho tem 13% de álcool e boa acidez. Vende em supermercado e custa R$ 16. O preço é consequência da grande produtividade da uva, que gera pouca perda e cresce em qualquer solo. E depois da vitória do Brasil, com o nosso vinho vencendo o fufu deles, fica mais saboroso ainda.













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