Ministra da Cultura e prefeito do Rio assinam cessão de terreno ao Museu Histórico Nacional


Marta Suplicy e Eduardo Paes receberam medalhas comemorativas da Associação dos Amigos do Museu Histórico Nacional. (Fotos de Gustavo Serrate)
21.08.2014

O Museu Histórico Nacional (MHN), no Rio de Janeiro, um dos maiores e mais completos do mundo, será capaz de, em breve, expor todo o seu acervo ao público. A assinatura da cessão de um terreno da prefeitura do Rio ao museu, na quinta-feira (21), vai permitir a construção de um anexo para abrigar áreas administrativas, biblioteca e um auditório. Com isso, o terceiro andar da construção passará a ser usado como reserva técnica aberta ao público. 

O documento foi assinado pela ministra Marta Suplicy e pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes. O terreno cedido pela prefeitura é contíguo a uma área doada pelo governo estadual, no ano passado. Juntas, somam três mil metros quadrados. "Esta doação e a retirada da Perimetral são essenciais para a ampliação do museu", avalia a ministra, que considera o MHN lúdico e educativo. "Espero que o anexo tenha uma arquitetura bem moderna. Construções antigas ficam mais belas quando têm o novo agregado, vide o Louvre e a pirâmide", completa. 

O prefeito Eduardo Paes ressaltou a importância do MHN para a revitalização do Centro do Rio: "Ele é a porta de entrada do futuro boulevard que vai se estender até a Rodoviária Novo Rio. É parte fundamental do Porto Maravilha", diz.

Marta Suplicy e Eduardo Paes receberam medalhas comemorativas da Associação dos Amigos do Museu Histórico Nacional. A ministra percorreu a exposição permanente e viu peças que haviam sido cedidas ao museu por seu avô, o barão Smith de Vasconcelos, na década de 1930. A cerimônia contou com as presenças do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo; da presidente do MHN, Vera Tostes; e de representantes da Associação de Amigos do MHN. 
Sobre o Museu Histórico Nacional
O MHN é um dos mais importantes pontos de cultura e história da Região Portuária. Foi criado em agosto de 1922 pelo presidente Epitácio Pessoa. Seu acervo, riquíssimo, soma mais de 350 mil peças sob a guarda do Ministério da Cultura, entre documentos, imagens, moedas, selos, móveis, armas, esculturas, pratarias, carruagens etc.

A biblioteca, com mais de 57 mil títulos, reúne obras raras dos séculos XVI, XVII e XVIII, além de edições esgotadas e originais.

Já o acervo histórico reúne 50 mil documentos manuscritos e iconográficos referentes à História do país, todos disponíveis para pesquisa. 
Jefferson Lessa
Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura

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