Barão de Itararé repudia censura ao "Muda Mais" #Marinacensura


LIGADO 17 SETEMBRO 2014.

Retirado do ar pela Justiça Eleitoral após ação movida pela candidata Marina Silva (PSB), o site Muda Mais publicou nota oficial, na noite desta terça-feira (16), repudiando a decisão e avaliando o caso como uma tentativa de censura. O Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé lamenta a atitude da candidata, que independente de qualquer disputa partidária e ideológica, promove um ataque direto à liberdade de expressão.

Há dois dias, caso é um dos assuntos mais comentados no Twitter.Para o Barão de Itararé, a ação é um choque frontal à democratização do debate público na Internet e ignora a dinâmica das redes sociais, da blogosfera e das plataformas digitais em geral, que representam uma possibilidade, ainda que em disputa, de democratizar radicalmente a informação.
Ao procurar a Justiça para calar críticos, a candidata repete o também presidenciável Aécio Neves (PSDB), que recentemente processou o Twitter a fim de obter registros cadastrais e eletrônicos de 66 perfis de usuários, acusados por ele de formar uma rede orquestrada para disseminar ofensas e mentiras (saiba mais sobre o caso aqui)

Coordenado pelo jornalista e ex-ministro das Comunicações Franklin Martins, o Muda Mais está fora do ar e exibe, no lugar da página, um texto no qual garante que se defenderá judicialmente. Na nota oficial, o veículo argumenta que “o amplo debate de ideias, posicionamentos e propostas é crucial para a democracia” e que “a Internet é o meio mais democrático e criativo de fazer o debate político eleitoral”. “O canal de comunicação quebrou o monólogo da grande mídia”, acrescenta, “permitindo milhares de pessoas que expusessem suas vozes e opiniões, antes abafadas”.


Confira abaixo a íntegra da nota oficial publicada pelo Muda Mais:

Marina foge do debate e quer calar o Muda Mais

O Muda Mais acredita que o amplo debate de ideias, posicionamentos e propostas é crucial para a democracia. Acreditamos também que a internet é o meio mais democrático e criativo de fazer o debate politico eleitoral. É o canal de comunicação que quebrou o monólogo da grande mídia, permitindo a milhares de pessoas que expusessem suas vozes e opiniões, antes abafadas. E esse poder de comunicação digital deve ser usado com discernimento, respeito e compromisso com a verdade.

Por isso mesmo, o Muda Mais sempre teve o caráter de levar o debate para as redes, se baseando na honestidade dos fatos, em uma boa apuração e na checagem das informações que servem ao diálogo franco e aberto. Uma de nossas principais diretrizes é a disputa no campo político entre projetos de país, sem agressões pessoais ou infundadas a ninguém, ataques desrespeitosos ou mentiras. Nossa postura tem sido, inclusive, a de apontar boatos e artificialidades construídas - mesmo quando elas agem em benefício da nossa candidata.

Temos lado, e sempre deixamos isso claro: defendemos, baseados em informações verdadeiras, o projeto de país em que acreditamos, e apontamos as incongruências dos projetos de nossos adversários. Esse foi o tipo de debate que estabelecemos com Aécio, com Eduardo Campos e, agora, com Marina Silva.

Fomos pegos de surpresa com a postura de Marina Silva e sua tentativa de censura ao Muda Mais. Justamente da candidata que afirma ser representante da nova política, que fala em democratizar o debate público e que, assim como Dilma, tem na internet um importante espaço de participação. Foi, no entanto, justamente Marina Silva quem deu uma prova de que não quer o debate, ao entrar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com um pedido para retirada do Muda Mais do ar.

Vamos proceder à defesa jurídica de todos os pontos que foram questionados, e não vamos deixar que posturas antidemocráticas nos calem. É importante que todos saibam, inclusive nossos adversários: não se cala a internet - a produção, o acesso a informações na web e seu caráter democrático . O Muda Mais carrega em si o espírito da rede. Não se cala a verdade, ela vai continuar circulando pela Internet, entre os militantes e entre aqueles que reconhecem a revolução social que o Brasil trilhou nos últimos 12 anos, sob os governos de Lula e Dilma.

Vamos continuar fazendo o contraponto na política. Marina precisa entender que na democracia ninguém fala sozinho. Tentar calar o Muda Mais é tentar calar o debate político.

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