A bicada do pato amarelo: Fiesp reclama dos impostos

Fiesp se declara “indignada” com aumento de imposto pelo governo Temer


Postado em 21 de julho de 2017 às 8:12 am

Em nota divulgada nesta quinta-feira, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmou estar indignada com a decisão do governo de elevar as alíquotas do PIS/Cofins sobre combustíveis. “O que é isso, ministro? mais imposto?”, é o título da nota, assinada pelo presidente da entidade, Paulo Skaf. Skaf pertence ao PMDB, partido do presidente Michel Temer. À frente da Fiesp ele encabeçou a campanha contra o aumento de tributos iniciada no governo Dilma Rousseff cujo símbolo era um gigantesco pato inflável amarelo.

“Há apenas 3 meses, cobramos publicamente o ministro da Fazenda sobre suas declarações de que pretendia aumentar impostos. Fomos ouvidos”, diz a nota. “Nesta semana, ficamos indignados com o anúncio da alta de impostos sobre os combustíveis. Ministro, aumentar imposto não vai resolver a crise; pelo contrário, irá agravá-la bem no momento em que a atividade econômica já dá sinais de retomada, com impactos positivos na arrecadação em junho”, prossegue o texto.

Segundo a nota da Fiesp, o aumento de imposto “recai sobre a sociedade, que já está sufocada, com 14 milhões de desempregados, falta de crédito e sem condições gerais de consumo”.

A entidade defende que “o caminho correto é cortar gastos, aumentar a eficiência e reduzir o desperdício”.

A Fiesp critica o aumento dos gastos do governo com pessoal de R$ 12 bilhões e dos gastos com Previdência, de R$ 15 bilhões, que, segundo a entidade, levaram “por água abaixo” o esforço de corte de R$ 11 bilhões em investimentos e de R$ 12 bilhões em despesas.

O texto termina com a entidade afirmando que mantém suas bandeiras e convicções. “Somos contra o aumento de impostos porque acreditamos que isso é prejudicial para o conjunto da sociedade.” “Chega de Pagar o Pato”, diz Skaf, no encerramento da nota.

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