Juristas promoverão Tribunal Popular para julgar a Lava Jato

Partido dos Trabalhadores

Juristas vão “julgar” a Operação dia 11 de agosto, em Curitiba, para mostrar seus exageros, seu uso político e seus impactos negativos na economia
25/07/2017 09h51 - atualizado às 16h26

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Um grupo de juristas realizará em Curitiba (PR), no dia 11 de agosto, um Tribunal Popular para mostrar à sociedade todos os aspectos da Operação Lava Jato.

Organizado pelo Coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia (CAAD), o Tribunal Popular visa “fugir dos lugares comuns e dos falsos truísmosque estão sendo difundidos pela mídia sobre a Lava Jato”, explica Eugênio Aragão, ministro da Justiçado governo Dilma Rousseff.

“Eu vejo esse Tribunal Popular, sobretudo, como um exercício de educação política. Acho que a maioria das pessoas não está enxergando, realmente, essa Operação Lava Jato na sua verdadeira dimensão que é extremamente deletéria para o País”, afirmou.

Para ele, a força-tarefa da Lava Jato comete exageros e “uso político e corporativo de instrumentos processuais para alavancar determinados atores em detrimento dos reais interesses do País”.
Lula Marques/Agência PT

“Eu vejo esse Tribunal Popular, sobretudo, como um exercício de educação política”, aponta Eugênio Aragão

Para o ex-ministro, a Lava Jato não dá valor ao seu impacto negativo na economia, na geração de emprego, na criação de tecnologia genuinamente nacional e na competição do Brasil no mercado global, focando apenas no combate, a qualquer custo, à corrupção.

“Aquilo que ela chama de combate à corrupção que é um tipo de atuação extremamente maniqueísta, moralista, superficial na sua concepção e que tem feito mais mal do bem ao País”, declarou Aragão.
Tribunal Popular sobre Lava Jato

O juiz de direito em Alagoas Marcelo Tadeu Lemos será o presidente da sessão do Tribunal Popular, enquanto Eugênio Aragão será o responsável pela acusação contra a operação. Já o advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, ficará com a defesa da Lava Jato.

Nomes como Beatriz Vargas Ramos, Marcello Lavenère, Antônio Maues, Juliana Teixeira, Gerson Silva, José Carlos Portella Júnior, Michelle Cabrera, Claudia Maria Barbosa e Vera Karam Chueiri estão confirmados no corpo de jurados.

O Tribunal Popular da Lava Jato seguirá o modelo de outras iniciativas semelhantes, segundo Aragão, como o próprio Tribunal Popular de julgamento do Golpe de 2016, realizado em julho do ao passado, no Rio de Janeiro.

Os organizadores até criaram uma página no Facebook para ajudar na divulgação e no debate. Acesse o evento neste link.


Por Luana Spinillo, da Agência PT de Notícias

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